
O Primeiro-Ministro apresentou a proposta do Plano Nacional de Barragens, que estará à discussão pública durante um mês, e que prevê a construção de dez barragens até 2020. José Sócrates disse que Portugal não pode «continuar a desaproveitar o seu potencial hídrico» para produção de energia, pois «isso coloca em causa a nossa autonomia e torna o país mais vulnerável perante o exterior em termos energéticos»: «Precisamos de assegurar que, a médio e longo prazo, Portugal seja mais livre e uma nação menos dependente», frisou. Ao mesmo tempo, «Portugal precisa de cumprir os seus compromissos internacionais em matéria de redução de emissões e de aposta nas energias renováveis, em que se encontra já no pelotão da frente da União Europeia», disse ainda o PM. O plano «resulta, pela primeira vez, de uma avaliação ambiental estratégica» e «inaugura uma nova fase ao nível do planeamento hídrico», referi, acrescentando que «a nossa aposta na energia eólica só faz sentido se for considerada como um complemento da aposta no aproveitamento dos recursos hídricos». Ao mesmo tempo, o plano «representa acção, decisão e visão de médio e longo prazo. Mostra que Portugal quer aproveitar o seu potencial hidroeléctrico», disse também Sócrates. O objectivo para 2020 é alcançar uma produção de 7000 Megawatts de energia, o que representa 70% do potencial hídrico português. A concretização do Programa Nacional de Barragens prevê um investimento total de aproximadamente 1,1 milhões de euros.
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